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HIATO 1133

HIATO 1133, 2025

Acervo pessoal | Edição 1 de 5

Resina pimentada automotiva

79 × 40 × 50 cm

Hiato 1133 emerge como um limiar escultórico — uma fissura que interrompe a continuidade e abre um espaço de passagem. Em vez de narrar um acontecimento, a obra estabelece uma condição: uma pausa onde a matéria hesita e o significado começa a se desdobrar. A escultura é estruturada como um intervalo vertical, uma forma suspensa que resiste ao fechamento. Suas superfícies fraturadas sustentam uma tensão entre solidez e abertura, sugerindo que a permanência não se alcança pela estabilidade, mas pela transformação. Os vazios não operam como ausências; funcionam como passagens ativas, convidando o olhar a atravessar da forma para a percepção. O título atua como um código silencioso. 1133 não impõe uma interpretação, mas sinaliza uma convergência — um alinhamento entre gesto, tempo e saber interior. Em Hiato 1133, o ato escultórico torna-se um exercício de escuta: do silêncio, da fratura e daquilo que insiste em permanecer. Mais do que um objeto, a obra propõe uma experiência de trânsito — entre matéria e ideia, interrupção e continuidade — afirmando o hiato como um espaço gerador onde a forma sustenta o sentido.

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