SOBRE A ARTISTA

Mylene Costa é artista visual brasileira e escultora autodidata cuja obra dá forma à tensão, à memória e à força silenciosa da matéria.
Arrebatada pelo fazer. Formada pela urgência. Baseada entre o Brasil e os Estados Unidos, Costa desenvolveu sua linguagem pela observação, experimentação e domínio instintivo da forma, volume, superfície e presença material.
Transitando entre figuração e abstração, Costa cria esculturas que exploram o corpo, o tempo, a transformação e a carga emocional contida na matéria. Por meio de resina, bronze, metal e acabamentos experimentais, suas obras revelam diálogo contínuo entre força e vulnerabilidade, permanência e ruptura, silêncio e presença física.
Sua trajetória como artista autodidata não é dado biográfico. É força central. Sem convenções, Costa construiu identidade visual independente, fundamentada na intuição, disciplina e relação direta com os materiais. Cada escultura é um corpo de pensamento forma carregada de memória, tensão e densidade simbólica.
Obras apresentadas no Brasil, Europa, América Latina e Estados Unidos. Miami Art Week 2025. Luxembourg Art Prize 2025. SINAP/AIAP - premiação em escultura.
Mylene Costa continua a transformar experiência interior em matéria.
"Eu não esculpo. Eu testemunho."
“Investigo em minha escultura as fendas que o tempo, o corpo e o olhar deixam nas superfícies. Me atraem formas orgânicas, por vezes sensuais, por vezes perturbadoras — linhas que se abrem como cortes, convidando ao toque, mas também impondo distância. Trabalho com materiais que carregam uma dualidade: a frieza metálica do alumínio ou o brilho quase artificial da pintura automotiva contrastam com a vibração orgânica das formas, criando uma tensão entre o industrial e o vivo. Minhas obras não buscam apenas seduzir pelo impacto visual; desejo provocar no observador uma escuta sensível do corpo, do desejo e da memória. Também investigo o movimento e a potência da forma feminina como linguagem, presença e metáfora. Algumas peças nascem do gesto, outras da dobra — sempre como resposta àquilo que pulsa de dentro para fora. Cada escultura é um vestígio de algo que se rompe ou se reinventa — um fragmento de narrativa que permanece aberto, tal qual uma ferida bela.”
