SARA 11:11, 2025
Acervo pessoal
Resina com acabamento perolizado automotivo
76 × 20 cm
Sara 11:11 ocupa um território de suspensão entre fé, forma e tempo. Nela, Mylene Costa transforma a experiência da confiança absoluta em linguagem escultórica — a crença como estrutura, respiração e permanência da matéria. A superfície perolada sugere origem e revelação; sua luminosidade serena parece nascer de dentro, como se a obra abrigasse a própria luz que anuncia. A verticalidade, contida e firme, traduz a fé não como rigidez, mas como eixo — um centro estável a partir do qual o invisível encontra sustentação. Sara 11:11 não representa uma personagem, e sim um princípio: o da criação que surge daquilo que insiste em acreditar. Entre o humano e o sagrado, a escultura se torna testemunho silencioso de uma promessa cumprida — o instante em que a luz aceita tornar-se forma.
