TÁCITA, 2006
Acervo pessoal
Bronze
14 × 20 cm
Em Tácita, Mylene Costa modela em bronze o instante em que o corpo feminino repousa sobre si, sem a necessidade de dizer, explicar ou oferecer. A escultura encarna uma presença silenciosa e plena — onde a sensualidade não é exposta, mas percebida, como um segredo guardado na pele. As curvas revelam mais do que formas: revelam silêncio, memória e desejo contido. É o corpo entregue ao seu próprio tempo, ao seu próprio gesto, livre de qualquer expectativa que não a de ser. Premiada com o 3º lugar em Escultura no XI Salão Internacional de Artes Visuais do SINAP/AIAP, a obra foi destacada por um júri de excelência — Oscar D’Ambrosio, Eliana Tsuru e Márcio Schiaz — reafirmando a força simbólica de uma escultura que fala mesmo quando cala. Tácita é ausência de ruído. E por isso, presença absoluta.


